Escrita para um concurso do Teatro do Estudante de Pernambuco, no qual levou o primeiro lugar, a peça marca a estreia de Ariano Suassuna como autor teatral. Foi sua primeira tentativa de recriar o romanceiro popular nordestino, mas, insatisfeito com o resultado, o autor há reescreveu dez anos depois.
O Teatro do Estudante Pernambucano apresenta o espetáculo “O Desertor de Princesa”, primeira peça de Ariano montada em um ato. O espetáculo é apresentado no Parque Treze de Maio em uma Barraca, sob a inspiração do teatro ambulante de Garcia Lorca, juntamente com Haja Pau, de José de Moraes Pinho, sob a direção de Hermilo Borba Filho.
Peça inédita, em três atos, Os homens de barro foi escrita originalmente entre 1948 e 1949, pelo grande escritor Ariano Suassuna e montada logo a seguir. A ação se desenvolve no conjunto de lajedos da Pedra do Reino diante das esculturas da Sagrada Família.
Ariano Suassuna inspirado em três folhetos da literatura de cordel, escreve a peça “Auto de João Cruz” e recebe o Prêmio Martins Pena. Após um início marcado pela conjunção da comédia de costumes com ritos e folguedos populares do Nordeste, Suassuna deixou aflorar sua dimensão religiosa. A educação familiar, cristã, o levou a recuperar o auto religioso medieval em peças como o “Auto de João da Cruz”.
Torturas de um coração Escrita por Ariano Suassuna, a peça mostra as aventuras de Benedito que para conquistar o coração de Marieta, engana todos os outros personagens Cabo 70 e Vicentão. No fim, Benedito acaba descobrindo que para conquistar uma mulher é preciso ter cartaz e se destacar na frente dos valentões da cidade.
O castigo da soberba é uma peça teatral de Ariano Suassuna, escritor paraibano radicado em Recife. A peça foi escrita em 1952. O título, aparentemente, é inspirado em um verso da peça Os persas, de Ésquilo, teatrólogo grego do período clássico. Suas fontes de inspiração para elaboração desta peça, assim como várias de suas obras, são provenientes da cultura popular nordestina. No caso desta peça, origina-se de um folheto de cordel homônimo, cuja autoria é atribuída ao famoso poeta popular paraibano Silvino Pirauá de Lima.
O Rico Avarento é uma peça curta do escritor brasileiro Ariano Suassuna, publicada em 1954, baseada na obra do escritor francês Molière, O Avarento. A peça se encontra no livro "Seleta em Prosa e Verso", da editora José Olympio, junto com outras peças conhecidas, como O Castigo da Soberba, O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna e Torturas de um Coração. Ambientada no sertão nordestino, conta a história de um Coronel, rico e avarento, e Tirateima, um rapaz humilde que, por falta de emprego, aceita ser o mestre sala do Coronel. Dia após dia, Tirateima vai conhecendo o caráter avarento de seu patrão, o qual nega esmola e comida para os pobres e mendigos que vão até sua casa.
Escrita em 1955, encenada pela primeira vez em 1956 e premiada em 1957 com a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, a peça está centrada em dois personagens: João Grillo, um sertanejo que adora mentir, e Chicó, o homem mais medroso da região. Entre uma trapalhada e outras, eles acabam sendo perseguidos por um dos cangaceiros mais temidos do sertão.
No ano de 1957, Ariano Suassuna ganha os prêmios Vânia Souto de Carvalho com a peça “O Casamento Suspeito”, que é publicada neste mesmo ano pela Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro. A Obra conta a história de Geraldo e Lúcia, os noivos, e de seu casamento com todos os interesses que o rodeiam.
Primeiro romance de Ariano Suassuna, o livro é uma versão brasileira da história de Tristão e Isolda. O escritor diria que o livro foi um exercício para a escrita de sua maior obra, "O Romance d'A Pedra do Reino". Passado em Alagoas, o romance mostra um amor com desfecho trágico. O livro ficou inédito até 1994.
Comédia em três atos narra à história de Euricão Árabe, um velho pão duro e devoto de Santo Antônio que esconde uma casa uma porca cheia de dinheiro. É inspirada em "Aulularia", do romano Plauto.
A comédia mostra a história de Joaquim Simão, um poeta muito pobre e preguiçoso que tem seu destino transformado depois de sua mulher ganhar uma vaca.
Peça em três atos que Ariano Suassuna juntou em uma só. Com base no teatro de mamulengos, nas histórias populares de cantadores nordestinos e nos bonecos brincantes, mesclam-se, no texto, auto, sátiras de costumes e farsa. Em A Pena e a Lei, Ariano Suassuna traz, à luz da ficção, um Nordeste autêntico, regional, popular, universal, erudito, metafísico, religioso, grotesco e sensível, satírico e dramático, sob-ritmos diversos: cantorias, xaxado, baião... Tais aspectos bebem nas fontes da tradição medieval.
Aprofundando a busca estética iniciada com "O auto da compadecida", a peça estreou em 1961 em Recife, com cenários e figurinos de Francisco Brennand, além da música de Capiba. A peça conta as aventuras do poeta e cantador de cordel Joaquim Simão.
A Caseira e a Catarina, fala de uma mulher traída pelo marido, que faz um pacto com o Diabo e pede para que ele leve o traidor e sua amante para o inferno. Quaderna, então, se disfarça de Diabo e, além de criar muitas “conchambranças”, revela um final surpreendente.
A história, baseada na cultura popular nordestina e inspirada na literatura de cordel, nos repentes e nas emboladas, é dedicada ao pai do autor e a mais doze “cavaleiros”, entre eles Euclides da Cunha, Antônio Conselheiro e José Lins do Rego.
Iniciação à estética é mais do que um manual, como o seu título didático sugere tão modestamente. Trata-se de um percurso que não se esgota no universo da informação. O leitor é convidado e entrar nas grandes teorias clássicas e modernas que há mais de dois milênios se vem debruçando sobre os conceitos complexos de Beleza e Arte.
Uma reflexão sobre a cultura Brasileira.
A obra é a primeira parte do segundo volume da trilogia iniciada com "A pedra do reino". Nele, Quaderna narra o segundo dia de seu interrogatório, além de narrar fatos de sua infância e do envolvimento de sua família com a política paraibana.
Dez sonetos com mote alheio. Álbum com dez trabalhos da autoria de Ariano Suassuna.
Almanaque Armorial, com seleção e organização de Carlos Newton Júnior, é a primeira compilação desses textos, que formam um amplo painel do pensamento de Suassuna, expondo de forma única sua maneira de interpretar o mundo. Este é, nas palavras do próprio autor, o “grande logogrifo brasileiro da arte”, do real e da beleza, contendo ideias, enigmas, lembranças, informações, comentários e a narração de casos acontecidos ou inventados, escritos em prosa e verso e reunidos, num Livro Negro do Cotidiano, pelo bacharel em filosofia e licenciado em artes Ariano Suassuna.